43 Replies to “A humanização em casos de óbito fetal | Histórias de ter.a.pia #58”

  1. Esse é o grande problema do hospital: protocolo.
    Essa falta de humanização é mto triste.
    Desejo sorte e força para você.
    Depoimento muito triste, porém, maravilhoso❣
    Você é muito especial❣❣❣💜

  2. Passei por esse momento.. perdi meu Bb com 9 meses de gestação. Como o seu, meu Gabriel parou o coração.. foi um dos piores dias da minha vida! Tive que fazer uma cesariana e não tive a oportunidade de conhecer meu filho, de poder vê -lo, pegar, sentir …NADA! Meu filho foi enterrado mas tb não pude estar naquele momento.. essa dor me consome há 14 anos vai fazer agora em 11/08. Uma dor que não tem medida… para as pessoas isso é “apenas” uma dor que passa rápido e não é assim. É uma dor que dilacera, machuca e não sara por completo jamais! Que estejamos sempre em paz p conduzir as nossas dores e nossas histórias!

  3. Também perdi meu bebe com 27 semanas e 1kg e 600 e induziram o parto e fiquei praticamente jogada no quarto sem médicos me vendo nem nada ,tive meu bebe no quarto comigo e meu marido no quarto somente.
    Foi traumatizante o parto porém não quis vê_lo e ninguém viu a não ser a médica que chegou depois que ele ja tinha nascido.
    Hoje me arrependo de não ter visto😞😞😞😥
    O que mais me doia é porque tenho uma filha autista e me diziam ahh já pensou se fosse outra criança autista,por isso que deus fez isso,pensa pelo lado bom.

  4. Infelizmente, hoje em dia, muitos profissionais da saúde não tem humanidade nenhuma. Nem um pingo de empatia. "Medicina por amor" só na bio do facebook

  5. Eu me vi nas suas palavras ,eu tmbm perdi um filho há pouco tempo e por vezes durante o meu pós parto e ouvi coisas bastante desagradáveis das pessoas que me rodeavam.
    Essa falta que o filho faz , nunca será preenchida por nada.
    Os hospitais públicos estão cheios de pessoas despreparadas pra lidar com essas coisas.
    Durante o tempo que eu fiquei na maternidade foram incontáveis as situações de negligência e irresponsabilidade.
    Esse luto realmente parece que é invisível mas, não é , até hj dói a falta que meu filho faz ..

  6. Minha história de colo vazio foi diferente da sua, perda gestacional de 10 semanas, realmente muito desumano todo o antendimento, eu fiquei em um quarto com mulheres que tiveram perda gestacional também, porém meu processo de curetagem foi feito no C.O , ao lado do meu leito uma mulher em trabalho de parto, sozinha pq segundo o hospital como era curetagem que eu ia fazer eu não tinha direito a acompanhante, como pode? Sozinha em um ambiente totalmente desconfortável com a realidade e sem acompanhante?! E ainda depois ter que enfrentar todo o processo de perda gestacional sozinha pq a sociedade não evoluiu ao ponto de se fragilizar a dor do outro, ouvi comentários como, "ainda bem que foi no comecinho"…"logo vc arruma outro" ou ainda "ainda bem que vc já tem o Heitor; tem gente que não tem nenhum"
    Aonde vamos parar ??? Até quando vc vai passar indiferente pela dor do outro?! Até quando quantos julgamentos e nenhum acolhimento?!
    Não meça a dor do outro, muitas mulheres têm que matar o leão da saudade todos os dias, tem que levantar da cama e simplesmente dizer que está tudo bem, pq não temos uma sociedade para acolher os colos vazio!!!!!
    É de enlouquecer!!!!!!

  7. Parabéns Cindy e muito obrigada por compartilhar sua história com a gente e nos ensinar um pouco a como lidar com isso, como ajudar as mães que passaram e passam por isso.

  8. Eu sou veterinária e toda vez que morre um bichinho eu arrumo ele para que o tutor possa vê-lo da melhor forma possível e ter uma lembrança dele. Certa vez comentei com a recepcionista que uma estagiária fazia questão de fazer isso, porque o veterinário entregou o cachorro dela no saco de lixo preto. Então a recepcionista comentou que ela havia perdido um bebê durante a gestação e que eles não queriam deixar que ela visse, depois de insistir muito eles colocaram ele em um pote e deram para ela ver… 🙁 Eu tento fazer tudo com o coração, sabe…

  9. Essa família é muito guerreira, e eu tenho uma admiração enorme por essa mulher que sempre se mostrou forte. Amélie vive em cada um de nós ♥️

  10. Parabéns pelo vídeo, conteúdo impecável! Continuem assim.
    Cindy, hoje você pode dar voz a tantas mulheres que passam e passaram pela mesma situação. Sinto muito pela perda de vocês. Muita força para sua gestação, que corra tudo muito bem. Desejo muito (mais) amor para vocês! ❤️

  11. Perdi meu filho com 25 semanas de gestação. Atualmente moro em Porto Alegre mas sou de SP. Estava fazendo meu pre natal aqui no sul. Com 12 semanas eu tive um sangramento intenso mas estava tudo bem com o bebe e o corpo absorveu o hematoma um mes depois. Com 18/19 semanas senti perder liquido mas fui na emergencia da PUCRS e falaram q era normal (xix ou secreçao, nao fizeram eco). Com 21 semanas fui fazer a morfologica qdo mostrou que eu estava sem liquido amniotico. Aí que vi a falta de humanização, fiquei internada 9 dias e odiei. Não tenho como detalhar aqui senao escrevo um livro. Acabei indo pra SP, achei um medico super atencioso, humano. Fiz exames com pessoas humanas. Fui pro Sta Joana,onde me trataram da melhor forma possivel. Mas infelizmente aqui no Brasil muita coisa não funciona.

    Pra ter noção, a maternidade onde fiquei, é show! Vários premios de melhor maternidade de SP. Tratamento da equipe desde os porteiros até ali na hora do parto. Sempre procurando me tranquilizar, palavras de otimismo, sempre explicando cada detalhe pra mim mas eles não tem geladeira pra guardar corpos em caso de morte.

    E na hora que o pessoal da funerária foi pegar o corpinho, me senti naqueles filmes de gangster, que se reunem clandestinamente em salinhas secretas, no caso foi numa salinha de garagem de predios…sabe? Isso foi horrível! Por não ter geladeira, o meu esposo não pode pegar o nosso filho em seus braços e olhar cada detalhe.

    E infelizmente não quiseram tirar foto, e nem deram a opção de carimbar as mãos e pés.

    É o que me dói! Chorei demais com o video. Ainda é recente, ele nasceu e morreu dia 13/07/19.

  12. A vida anda tão banalizada… muito comovente esse depoimento.
    Trabalhei em uma maternidade, antes eu via médicos e enfermeiras como anjos mas durante a rotina, me decepcionei demais, por outro lado há ainda profissionais incríveis.
    Em casos que ocorriam óbitos, especialmente de bebezinhos, o dia se tornava pálido, quieto e depressivo. Eu ficava em oração e tentava não me abater, infelizmente não quis continuar, pq é mto dolorido trabalhar em hospital, infelizmente n tenho a fibra necessária.
    Eu desejo força a todas as mamães, que passaram pelo mesmo e espero que esse processo melhore. Que o amor e o valor à vida, seja tratado com maior ética.

  13. Cindy, obrigada por compartilhar a tua dor. Dividir o fardo o torna um pouquinho mais leve. Mil vezes obrigada! Que vc encontre a força e coragem necessárias para seguir sempre adiante! ❣

  14. Estou formando em Enfermagem e trabalhei em laboratório de análises patológicas por 5 anos. Ela só disse verdades, bebês com menos de 500g são consideradas peças e levadas para análise e que não diz nada que irá confortar o coração de uma mãe. Uma das coisas que vejo muito e tbm me entristece é ver dentro da maternidade numa área clínica uma mãe com óbito fetal juntamente com as demais que tem seus bebês em seus braços. Sinto que isso é uma tortura e muita falta de humanização. Estudo para fazer a diferença como ser humano na área da saúde e espero muito conseguir!

  15. Minha mãe perdeu meu irmão em 15 de novembro de 2015, com 33 semanas de gestação. Precisou fazer cesariana, até porque minha irmã e eu nascemos por cesária. A médica do hospital não receitou remédio para secar o leite, disse que enrolar o seio em panos quentes era mais barato, um absurdo que na hora a gente nem ligou, mas quando penso nisso hoje, tenho vontade de meter-lhe a mão na cara. Cretina. Minha família quase ruiu, mas a gente aprendeu a lidar com a ausência do Guilherme, mas, ainda nos dói, ainda vivemos nesse luto mórbido que nos invade silenciosamente e nos arrasta.

  16. Não consegui ter contato com minha filha. Ela também morreu em meu útero e foi feito em mim uma curetagem! Muito sofrimento, muita dor e muito desapoio, desorientação e desapego por parte da equipe médica que me atendeu na emergência do fato. Isso faz 24 anos e ainda penso como ela seria. Obrigada por demais vc ter dividido esse amor pela Amélie comigo. Muita saúde e felicidade pra toda sua família.

  17. Eu sofri muito no centro cirúrgico do Hospital quando perdi minha primeira e única filha. Antes de tudo ela foi um milagre, EU NAO PODIA ENGRAVIDAR, quando vi aquele positivo eu só pensei: "Deus essa era a única coisa na vida que eu tinha certeza que eu NÃO seria, SER MÃE"! Quando minha bebê ia pro 5 mês e os as suas 530 gramas, no banheiro quando tentava fazer o número 2, senti minha bolsa descer. Me internei, com 4cm de dilatação, TODOS OS DIAS EU OUVIA QUE MINHA BEBE ERA INVIÁVEL, para que eu não tivesse esperança, mesmo com minha bebe mexendo o TEMPO TODO, ela fez questao de mexer como nunca, parecia estabelecer uma conexão SOMENTE nossa naquele hospital. Passei quase 30 dias naquele leito hospitalar, onde eu comia, tomava banho e fazia apenas urinar, eu tinha medo de fazer força para evacuar e minha bebê ir junto. Não teve jeito, era um domingo a noite e minha bolsa estourou! Eu não escolhi nada, mas desci para aquele centro cirúrgico sozinha, tive minha filha sozinha, se não fosse a pediatra, que falou na hora: DEIXA A MAE CONHECER A FILHA, eu pude pegar minha filha e sentir nos meus braços os últimos suspiros daquele MILAGRE! Pensávamos que era um menino, não tínhamos pensado em nomes de menina, foi quando a Dr Marcela me perguntou: Qual nome dela mãe? Dentro do meu coração saiu Maria Madalena! Registramos e enterramos a nossa filha! Mas foi triste passar por tudo isso sozinha, clamava pela presença da minha família!

  18. Eu não sou mãe e talvez nem tenha esse sonho ou esse dom, mas preciso dizer que chorei com essa história. O amor transmitido por essas palavras é realmente emocionante e me tocou muito. Obrigada por ter compartilhado sua história!

  19. Eu tenho duas garotinhas, a um tempinho perdi um bebê , e é exatamente oque eu sinto, sou uma mãe que perdeu um bebê, nunca será substituído, é meu presentinho, que não está comigo, mas tive a oportunidade de sentir.

  20. Lendo os comentários aqui de pessoas relatando a dor de perder um filho como essa moça do vídeo também relatou, ficou me perguntando como é que pode uma parcela da sociedade ainda achar normal e ser a favor de um crime horrível como o aborto.. A sociedade está adoecida mentalmente e perdeu completamente a noção de respeito e amor ao próximo.. mas graças a Deus que nem todos adoeceram a tal ponto..e que Deus conforte o coração de cada pessoa que perdeu o seu filho ou seus filhos.

  21. Como não se emocionar diante de um relato desse. Chorei, chorei. Deus abençoe sua família. Sinto muito pela sua perda 😥

  22. Sua história me emocionou muito,eu fui mãe de gêmeos por apenas 7 semanas a única imagem que tenho deles está na minha mente eu fiz o ultra som e nele eu vi duas bolinhas que pulsavam era o coraçãozinho batendo, mas infelizmente eu perdi meus filhos sinto muita falta mesmo tendo passado 17 anos. Desejo a você muita felicidade nessa nova gestação.

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